Manaus (AM) – Cerca de 40 golpes de chave de fenda, uma casa trancada e uma fuga enquanto a vítima ainda agonizava. Os detalhes apresentados pela Polícia Civil nesta quarta-feira (4) revelam a violência do assassinato do cabeleireiro Dilbert Carvalho de Araújo, de 42 anos, ocorrido na madrugada de 19 de outubro, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. Segundo os investigadores, Mauro Fagno Santos dos Santos, de 26 anos, foi preso e confessou o crime durante interrogatório.
Conforme informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Dilbert e Mauro se encontraram em um bar e depois seguiram para a residência do cabeleireiro. Câmeras de segurança registraram a chegada dos dois e, posteriormente, a saída do investigado sozinho. As imagens ajudaram a polícia a reconstruir a movimentação naquela madrugada.
Durante a coletiva, os delegados Ricardo Cunha e Hugo Albernaz destacaram a maneira como o suspeito descreveu o assassinato. Segundo Albernaz, Mauro relatou a sequência de agressões sem demonstrar arrependimento.
“Ele não demonstra nenhum tipo de remorso, ele relata com frieza, com muita frieza”, afirmou o delegado.
De acordo com a versão apresentada pelo investigado, uma discussão teria começado após supostas investidas sexuais da vítima. Essa alegação integra o depoimento de Mauro e representa a versão dele sobre a motivação do crime.
A discussão, segundo o relato apresentado à polícia, evoluiu para uma luta corporal. Mauro teria utilizado uma chave de fenda para atacar o cabeleireiro repetidamente.
Um dos detalhes mais graves apresentados na coletiva envolve o primeiro golpe. Segundo Hugo Albernaz, o suspeito afirmou ter atingido a região da laringe, no pescoço. Para o delegado, esse ferimento explica por que pessoas próximas não ouviram gritos. Conforme a confissão relatada pela polícia, Dilbert ainda agonizava quando Mauro deixou a residência.
Após o ataque, o investigado teria trancado a casa para retardar a descoberta do crime e ganhar tempo para fugir. A polícia informou que ele permaneceu escondido e tentou conseguir ajuda de familiares e amigos para deixar a região.
Mauro permanece preso à disposição da Justiça.