Uma operação de sete dias contra crimes sexuais e tráfico de pessoas terminou com 281 presos na Flórida, nos Estados Unidos. Entre os detidos estão 13 funcionários da Walt Disney World e quatro da Universal Studios, segundo as autoridades. Os resultados da ação, batizada de “Polk Around and Find Out II”, foram apresentados na sexta-feira (30), no Condado de Polk.
A investigação teve duas frentes simultâneas: uma voltada a adultos suspeitos de tentar marcar encontros sexuais com menores e outra direcionada à prostituição e à identificação de situações de exploração e tráfico humano. Policiais trabalharam disfarçados para reunir provas e prender os investigados que compareciam aos locais combinados.
O balanço reúne 239 prisões relacionadas à prostituição, 31 de suspeitos de crimes sexuais contra menores e outras 11 por diferentes infrações. As acusações variam entre os detidos: o resultado da operação não significa que todos integravam uma mesma organização criminosa ou respondiam por tráfico humano.
Entre os casos está o de um homem de 24 anos que afirmou já ter trabalhado como intérprete de personagem na Disney. Segundo a investigação, ele é acusado de conversar com um policial que se passava pelo responsável de um menino de 13 anos e tentar organizar um encontro sexual.
Sete dos trabalhadores de parques temáticos foram presos na frente da operação voltada a crimes sexuais contra menores. O balanço também inclui um treinador de futebol americano infantil, um militar da Marinha em serviço ativo e um policial do Condado de Orange, detido sob suspeita de negociar pagamento por sexo.
Ao todo, as autoridades registraram 488 acusações, sendo 198 classificadas como crimes graves e 290 como infrações de menor gravidade no sistema americano. Os investigados acumulavam, em conjunto, 798 acusações anteriores, número que não equivale necessariamente a condenações. Nove estavam em liberdade supervisionada.

Durante a ação, os agentes apreenderam 24 armas de fogo. Outros 32 suspeitos foram acusados de posse de drogas, incluindo metanfetamina, cocaína e fentanil.
A operação também revelou situações de exploração. Após entrevistas com investigadores e profissionais de assistência, 11 pessoas foram identificadas como vítimas de tráfico humano e receberam oferta de atendimento e proteção. A organização One More Child participou do trabalho ao lado do Departamento de Crianças e Famílias da Flórida, com apoio para necessidades como moradia, emprego e acompanhamento durante processos judiciais.

Segundo o xerife Grady Judd, a Disney colaborou com os investigadores e demitiu os funcionários presos. A Universal também teria dispensado os empregados envolvidos. Os suspeitos responderão às respectivas acusações na Justiça.