Manaus (AM) – Um cabo da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) foi preso preventivamente nesta segunda-feira (22), em Manaus, suspeito de gerenciar uma casa de prostituição que explorava adolescentes de 15 e 17 anos oriundas de Itacoatiara. Segundo a investigação, as vítimas foram atraídas para a capital com falsas promessas de emprego.
A prisão foi efetuada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), após denúncia encaminhada pela Ronda Maria da Penha, feita por uma organização não governamental (ONG). A informação indicava que uma adolescente de 15 anos, dada como desaparecida pela família desde 1º de junho, estaria em um imóvel no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus.

Durante as diligências, os policiais confirmaram a presença da menor e identificaram indícios de exploração sexual no local, que também envolvia outra adolescente, de 17 anos, além de outras mulheres.
De acordo com a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o policial militar utilizava um site para divulgar os supostos “serviços sexuais” oferecidos pelas vítimas e monitorava o imóvel em tempo real por meio de câmerasb instaladas no interior da residência.
No local, os investigadores encontraram ainda um caderno com anotações de valores cobrados pelos programas sexuais, que eram pagos via Pix ou em dinheiro. Conforme a apuração, cada programa custava cerca de R$ 150.

O imóvel, localizado no bairro Petrópolis, estava alugado em nome do investigado, apontado como responsável pela administração do esquema.
O cabo da PM exercia funções administrativas no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP) e foi imediatamente afastado das atividades. A corporação informou que ele responderá a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), com prazo de 180 dias, podendo resultar em expulsão definitiva da Polícia Militar.
