A família de uma gestante denuncia um suposto caso de negligência médica na maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus, após a morte de um bebê prematuro. O caso repercutiu nesta segunda-feira (11), depois que a irmã da paciente relatou a situação durante entrevista a um programa de TV.
Segundo os familiares, Jéssica Nunes foi internada no dia 3 de maio com 34 semanas de gestação, apresentando sangramento e perda de líquido. A gravidez era considerada de risco, e a maternidade teria sido indicada como unidade de referência para o acompanhamento da paciente.
De acordo com Jaine Brandão, irmã da gestante, a paciente permaneceu apresentando contrações, sangramentos e perda de líquido durante os dias de internação.
“Minha irmã permanecia perdendo líquido e sangrando, e os médicos dizendo que era totalmente normal”, afirmou.
Ainda conforme a familiar, foi necessário insistir para que novos exames fossem realizados. Os resultados, segundo ela, apontaram redução nas plaquetas da paciente e diminuição significativa do líquido amniótico.
A denúncia aponta também que um dos médicos informou à família que o bebê apresentava desenvolvimento abaixo do esperado para o período gestacional.
Na sexta-feira (9), os familiares receberam a informação de que os batimentos cardíacos do bebê haviam diminuído. Horas depois, a equipe médica confirmou o óbito fetal.
“O médico disse friamente: ‘o bebê está morto, não tem mais batimentos cardíacos’”, contou Jaine.
O bebê nasceu sem vida no sábado (10), após um procedimento cirúrgico. Conforme a família, a criança tinha 35 semanas de gestação, pesava 2,2 quilos e media 40 centímetros.
Durante a cirurgia, Jéssica sofreu uma hemorragia e precisou receber 12 bolsas de sangue. Ela permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas apresenta quadro estável.
A família informou que pretende recorrer à Justiça para investigar possíveis responsabilidades pelo caso. Procuradas pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e a maternidade Balbina Mestrinho ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as denúncias.