Maués (AM) – O empresário Rony Alves Barbosa, proprietário da Adega do Tubarão, apresentou-se à polícia na noite da última terça-feira (30), após permanecer foragido por dois dias. Ele é apontado como o principal suspeito de atirar na cabeça do adolescente Ryan Carlos Gomes Barbosa, de 15 anos, durante a madrugada de domingo (28), no município de Maués, a 260 quilômetros de Manaus.
Ryan foi transferido em estado grave para o Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, na capital amazonense. De acordo com informações médicas, o projétil atingiu uma vértebra da coluna cervical, provocando graves lesões e colocando o adolescente em risco de ficar tetraplégico.
Além de Rony, a Polícia Civil investiga a participação de outros dois homens no crime. Um deles foi identificado como Rubens Xavier. O terceiro suspeito, segundo as investigações, seria filho de uma vereadora do município de Maués. Até o fechamento desta matéria, ambos permaneciam foragidos.
A família da vítima está em Manaus acompanhando o tratamento do adolescente e cobra justiça. O pai de Ryan, Renato Gomes, afirmou que o filho foi abandonado pelos suspeitos em uma estrada escura após ser baleado, sem receber qualquer tipo de socorro.
Conforme as investigações, a principal linha de apuração aponta que o crime teria sido motivado pela rejeição do empresário ao relacionamento entre sua filha e o adolescente. A polícia trabalha com a hipótese de motivação passional e apura a informação de que o suspeito teria chegado em casa sob efeito de bebida alcoólica antes de cometer o ataque.
Ryan foi encontrado agonizando às margens da estrada por um idoso que passava pelo local. O homem prestou os primeiros socorros e levou o adolescente até uma unidade hospitalar na garupa de uma motocicleta, ação considerada decisiva para que ele recebesse atendimento médico.
O caso é investigado pela Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Maués. A Justiça já decretou a prisão preventiva de Rony Alves Barbosa, que agora permanece à disposição das autoridades enquanto as investigações continuam para localizar os demais envolvidos.