MANAUS – Um novo desdobramento no caso da morte de Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, pode mudar os rumos das investigações. A defesa da família do jovem divulgou informações do Laudo de Perícia de Local, elaborado pelo Instituto de Criminalística (IC), que concluiu que Carlos André já havia interrompido seu deslocamento, estava fora da motocicleta e se encontrava sobre o asfalto no momento em que foi atingido pelo disparo de arma de fogo.
A conclusão técnica contraria a versão inicialmente apresentada de que o tiro teria ocorrido durante uma perseguição, com os envolvidos ainda em movimento. De acordo com a defesa, os elementos periciais indicam que a dinâmica dos fatos foi diferente daquela relatada pelos agentes envolvidos na ocorrência.
Segundo o advogado Alexandre Torres Jr., que representa a família da vítima, o laudo reforça a tese defendida desde o início da investigação e representa uma das provas mais importantes produzidas até o momento. Para ele, o documento técnico desmonta a narrativa de que o disparo aconteceu em uma situação de confronto ou perseguição ativa.
“O resultado da perícia demonstra que Carlos André já estava parado e fora do veículo quando foi alvejado. Trata-se de uma informação fundamental para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos envolvidos”, afirmou o advogado

Carlos André morreu após uma abordagem policial ocorrida na madrugada do dia 19 de abril de 2026, em Manaus. O episódio envolveu o sargento Belmiro Wellington Costa Xavier e o aluno-soldado Hudson Marcelo Vilela de Campos, e ganhou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa devido às circunstâncias da morte e às denúncias feitas pelos familiares da vítima.
Desde o início, parentes e amigos questionaram a versão oficial apresentada sobre a ocorrência e cobraram uma investigação rigorosa para esclarecer o que aconteceu durante a ação policial. A divulgação do laudo pericial surge como um dos principais elementos técnicos do inquérito e pode influenciar diretamente as próximas etapas da investigação criminal.
A defesa da família afirma que continuará acompanhando o caso e cobrando a completa apuração dos fatos, enquanto aguarda novas manifestações das autoridades responsáveis pelo inquérito.