Rio Preto da Eva (AM) — A situação do ramal ZF-7 reflete um problema estrutural profundo: moradores rurais vivem isolados, sem acesso mínimo à mobilidade, produção agrícola ou serviços essenciais, enquanto a gestão municipal acumula repasses públicos vultosos e repetidas promessas não cumpridas.
Após as chuvas recentes, o ramal ZF-7 tornou-se intransitável, com carros atolados e produtores sem conseguir escoar suas frutas para vender. Relatos à nossa equipe apontam prejuízos e sofrimento contínuos:
“Vivi essa realidade de perto. Tive que me mudar para Manaus para continuar meus estudos, porque o ramal é esquecido pelo poder público. Quem fica, sofre. Quem sai, sai por falta de opção.”
Dados públicos do **Portal da Transparência mostram que o município de Rio Preto da Eva recebeu cerca de R$ 2 milhões em transferências federais — recursos que incluem o repasse de fundos constitucionais como FPM, ICMS, saúde e educação, entre outros. Esses valores representam grande volume de recursos públicos circulando na administração municipal, em plena gestão da prefeita Socorro Nogueira (União Brasil – UB).

Apesar disso, comunidades rurais como a do ramal ZF-7 continuam sem infraestrutura básica.
Enquanto moradores lutam para transitar no ramal, a atual gestão tem celebrado contratos e empenhos milionários. Em 2025, notícias de contratos assinados pela prefeita incluem:
Apesar das publicações de licitações e dispensa de licitação, não há transparência clara sobre quais obras estão sendo executadas em áreas rurais, nem cronogramas públicos acessíveis para as comunidades.
Com cerca de R$ 2 milhões em repasses federais, por que o ramal ZF-7 permanece intransitável e sem manutenção estrutural?
Onde estão os planos de intervenção rural e cronogramas públicos de obra?
Por que contratos milionários são firmados sem detalhar beneficiários, trechos ou metas de execução?
Por que moradores e lideranças da comunidade rural não conseguem diálogo institucional com a Prefeitura?
O abandono do ramal ZF-7 expõe problemas mais amplos:
desconexão entre orçamento público e política pública
promessas eleitorais não cumpridas
população rural sem acesso à educação, trabalho e serviços básicos
falta de transparência e prestação de contas ao cidadão
Prefeita Socorro Nogueira (UB) foi eleita com discurso de desenvolvimento e melhoria da infraestrutura municipal. Agora, a pergunta que ecoa entre os moradores rurais e trabalhadores do campo é direta:
Até quando promessas vão substituir ações concretas?
Até quando o município vai receber milhões em recursos públicos sem garantir acesso digno aos moradores rurais?
Quando a gestão vai apresentar um plano público de execução para os ramais como o ZF-7?