MANAUS – A situação da moradora do bairro São Jorge, dona Francinete, residente na rua J. Vasconcellos, escancara um cenário alarmante de possível negligência no sistema público de saúde em Manaus.
A paciente deu entrada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e, desde então, vive um verdadeiro calvário. Mesmo apresentando sintomas graves e recorrentes, ela vem sendo apenas medicada e liberada, sem internação e, ainda mais preocupante, sem um diagnóstico conclusivo.
O problema se agrava diante de um impasse cruel: mesmo com diversas guias de atendimento de urgência em mãos, dona Francinete não consegue acesso a especialistas porque não possui diagnóstico definido. Ao mesmo tempo, o próprio sistema falha em realizar exames, agendar procedimentos ou fornecer encaminhamentos adequados — criando um ciclo perigoso e desumano.
Nos últimos dias, o estado de saúde da paciente piorou drasticamente. Segundo familiares, dona Francinete passou a apresentar vômitos constantes com presença de sangue — um sinal clínico grave que pode indicar complicações sérias. Em diversos momentos, ela sequer consegue se levantar após as crises e, quando tenta, é tomada por dores intensas nas costas e no estômago, chegando a gritar de sofrimento.
A situação é considerada crítica por quem acompanha o caso. Dona Francinete não pode ser deixada sozinha e necessita de cuidados urgentes. O quadro inspira extrema preocupação e exige intervenção imediata das autoridades de saúde.
Mesmo após a repercussão do caso, o drama continuou. Na noite desta quinta-feira (23), dona Francinete precisou retornar às pressas ao Hospital 28 de Agosto, novamente apresentando vômito com sangue — evidenciando o agravamento do quadro e a falta de solução efetiva até o momento.
O caso expõe uma realidade dura: pacientes ficam presos em um sistema onde, sem exames, não há diagnóstico, e sem diagnóstico, não há tratamento — enquanto o sofrimento só aumenta.
Familiares e moradores fazem um apelo urgente às autoridades de Manaus por atendimento digno, humanizado e imediato. Até agora, porém, nenhuma providência concreta foi tomada.
Para quem puder ajudar, a família disponibilizou o contato: (92) 98174-4080.