BRASÍLIA – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) voltou a cobrar, com firmeza, que a bancada da Amazônia se una para tirar do papel os projetos da CPI das ONGs, que estão parados há quase três anos no Senado. Segundo ele, enquanto nada é aprovado, obras importantes continuam sendo travadas por decisões judiciais.
O alerta veio depois de mais uma confusão envolvendo a BR-319, estrada que liga Manaus a Porto Velho. A obra chegou a ser barrada por uma liminar, que depois foi derrubada — um verdadeiro “empurra e puxa” que, na prática, só atrasa o desenvolvimento da região.
Para Plínio, esse tipo de situação acontece por causa da atuação de ONGs junto com o Ministério Público, que acabam impedindo o avanço de obras consideradas essenciais para o povo da Amazônia.
“Se esse projeto já tivesse sido aprovado, a BR-319 já estaria pronta há muito tempo. O que a gente vê hoje é um sistema que trava o Amazonas e deixa o nosso povo na pobreza”, disparou o senador.
Durante a CPI das ONGs, foram levantadas suspeitas de que algumas dessas organizações recebem bilhões de fora do Brasil e atuam diretamente para barrar projetos na região. Por isso, Plínio defende regras mais duras.
Entre as propostas estão:
Outro ponto importante é o controle do Fundo Amazônia, para garantir que o dinheiro seja usado com mais clareza e não fique nas mãos de quem pode ter interesse próprio.
O senador Omar Aziz também entrou na discussão e cobrou fiscalização mais pesada sobre esses recursos que circulam entre as ONGs.
No relatório da CPI, a crítica é clara: hoje, muita gente fala em proteger a floresta, mas esquece das pessoas que vivem nela.