MANAUS – Nem os banheiros do Terminal de Integração 7 (T7), localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, escapam da ação dos criminosos. A falta de segurança no terminal chegou a um ponto em que bandidos conseguem entrar, furtar até vasos sanitários e sair do local sem serem impedidos, evidenciando a vulnerabilidade de um dos principais pontos do transporte coletivo da capital.

Diante da sequência de furtos e atos de vandalismo registrados no T7, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), realizou, na sexta-feira (3), uma ação de manutenção no terminal e implantou um projeto-piloto para tentar proteger os banheiros públicos contra a ação de criminosos.
A iniciativa prevê a instalação de um novo modelo de vaso sanitário, desenvolvido para dificultar furtos. O Terminal de Integração 7 foi escolhido para receber a primeira fase do projeto justamente por enfrentar constantes casos de vandalismo, com criminosos levando portas, torneiras, caixas acopladas e até os próprios vasos sanitários.

No entanto, as próprias imagens divulgadas pela Prefeitura chamam a atenção para outro problema. Além da instalação dos novos vasos, é possível observar mictórios envoltos em sacos plásticos, indicando que estavam fora de funcionamento no momento do registro. A cena reforça as reclamações de usuários sobre as condições dos banheiros e levanta questionamentos sobre a manutenção das instalações em um terminal público utilizado diariamente por milhares de pessoas.
Embora o IMMU atribua boa parte dos problemas aos furtos e atos de vandalismo, as imagens também evidenciam que a situação envolve a necessidade de manutenção contínua. O estado dos sanitários sugere que o problema vai além da ação criminosa e reacende o debate sobre a conservação da estrutura e a responsabilidade do poder público em garantir instalações adequadas aos passageiros.
A situação também levanta questionamentos sobre a segurança no T7. Afinal, como criminosos conseguem entrar em um terminal de grande circulação, retirar um vaso sanitário — um objeto pesado e de difícil transporte — e deixar o local sem serem flagrados ou abordados? O caso evidencia falhas na vigilância e reforça a necessidade de ampliar a segurança e o monitoramento no terminal.
Segundo o fiscal de Transporte do IMMU, Jonas Moura, o projeto busca reduzir os prejuízos causados pelos furtos e garantir melhores condições de uso aos passageiros.
“Este projeto piloto é uma resposta operacional aos danos frequentes que afetam diretamente o passageiro. A adaptação da estrutura foi planejada para inibir as ações de furto e assegurar que as instalações sanitárias permaneçam disponíveis e em condições adequadas de uso diário”, afirmou.