AMAZONAS – A jovem que aparece em um vídeo deitada ao lado de um homem casado e que acabou sendo esfaqueada durante uma invasão de residência em Jutaí, município localizado a 750 quilômetros de Manaus, resolveu se pronunciar sobre o caso que ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias.
Após a mulher que realizou o ataque divulgar sua versão dos fatos e afirmar que não se trata de uma ex-companheira do homem envolvido, a vítima também decidiu quebrar o silêncio. Nenhuma das envolvidas revelou a própria identidade.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a jovem afirmou que foi surpreendida enquanto dormia e relatou momentos de desespero durante a invasão ao imóvel. Segundo ela, a agressora teria arrombado a porta do quarto antes de iniciar o ataque com uma arma branca.
“Como vocês viram, a mulher arrombou a porta. Eu estava dormindo. Se eu tivesse morrido, ninguém ia fazer nada, porque minha mãe foi na delegacia no mesmo dia e não prenderam essa mulher. Ela foi lá me matar”, declarou.
A vítima também rebateu as críticas recebidas nas redes sociais e negou ter qualquer responsabilidade pela suposta traição. Segundo ela, a responsabilidade pela fidelidade no relacionamento seria exclusivamente do homem envolvido.
“Quem deve respeito pra ela é ele. Se ele me procura quando volta do garimpo, o problema não é meu. Agora ele deve estar com outra por aí”, afirmou.
O caso ganhou notoriedade após a divulgação de imagens que mostram o momento em que a esposa invade o quarto, encontra o companheiro e a jovem deitados na cama e, em seguida, parte para a agressão. As cenas viralizaram rapidamente e geraram intenso debate nas redes sociais.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o estado de saúde da vítima nem sobre possíveis medidas judiciais adotadas pelas autoridades. O caso deverá ser investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da invasão, da agressão e as responsabilidades criminais dos envolvidos.
A repercussão do episódio continua mobilizando moradores de Jutaí e internautas de todo o Amazonas, principalmente após as manifestações públicas das duas mulheres envolvidas no caso.